Show para alagoano nenhum botar defeito


“Não há quem não morra de amores pelo meu lugar”


O artista alagoano Eliezer Setton se apresentou ontem à noite no Teatro Gustavo Leite, como parte da programação de abertura do 26º Salão de Arte da Marinha, para um público significativo composto por representantes do corpo da Marinha, patrocinadores, convidados e artistas.


Com um repertório musical bem azul, branco e vermelho, cores da bandeira das Alagoas, o cantor e compositor soube conduzir a platéia entusiasmada que o acompanhou em dezenas de canções pitorescas, dos folguedos populares alagoanos. Por vezes, de sua autoria, outras, colhidas e extraídas com critério, uma de suas marcas pessoais, que demonstra a conduta de pesquisador de Setton, quando se trata de trazer para seus trabalhos, o cerne da cultura popular alagoana.


Entre uma música e outra, o artista conversava com o público. Uma conversa descontraída, inteligente e cheia de humor, preenchida de informações e curiosidades, sobre cada interpretação que viria em seguida. Hinos dos conhecidos times de futebol, CRB, CSA e ASA, da autoria do compositor foram cantados. Foi grande a empatia e a interação entre artista e platéia.


O show de Eliezer Setton encantou a todos e consagrou a abertura do acontecimento. Tudo muito bem costurado com o espírito que o evento propaga: a promoção da cultura, a revelação de talentos, a injeção de ânimo e esperança, da qual não só os artistas visuais, mas a amplitude da diversidade das expressões artísticas de Alagoas sente necessidade.


A exposição aberta ao público, das 14h às 22h, é uma ‘pequena’ mostra da arte contemporânea que é feita em Alagoas. E é também algo grande. Grande e louvável, não pelas dimensões físicas do espaço, mas pelo desempenho daqueles que promovam a arte trazendo-a pela mão e expandindo o seu território. Grande ainda, pelos nomes que a arte alagoana segue escrevendo sobre os véus da bandeira das Alagoas, essa Estrela Radiosa, magna estrela, onde brilham como luzes, a criação dos artistas. Que testemunhe a verve alagoana de Eliezer Setton.

Comentários

  1. Amiga Goretti (com dois tês, que nem Setton),
    Adorei as cores e as pinceladas com que me pintaste. Que não tenha sido um óleo sobre tela, mas bem que foi um "palavras sobre amor".
    Amor a nossa terra e nossa gente maravilhosa que a cada dia eu conheço mais.
    Quase fui às lágrimas transitando entre as cores de tantas almas alagoanas que eu nem conhecia ainda; algumas que eu só lhes sabia o nome; e umas tantas que eu já cruzara e desfruto.
    Isso tudo na véspera de minha apresentação. E esteja certa que esse pranto semi-contido foi o norte do meu roteiro alagoaníssimo, pra variar.

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