sexta-feira, 30 de setembro de 2011

Ruído

O dizer transborda-me,
E estilhaça o diálogo em conjugações verbais desiludidas.
Uma por uma, sigo juntando-as,
para ousá-las de novo,
usando pretérito amoroso.

Mas, a audição é surda,
E não me sabe ler nos lábios,

o intento sublimado
No presente, falo em idioma morto.
Não ser entendida é quase um desespero,

E dizer o que estou sentindo,
mais parece um desperdício

3 comentários:

  1. Escrever é escrever-se, e, portanto, angustiar-se... De uma escrita angustiante, saiu-me esta mini-poesia:

    PALABRAS

    Palavras se guardam
    Não se jogam fora

    ****

    Haha!
    Beijo, Gorettita!!!

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  2. Que beleza, Pri!!!!! Lindo, lindo! Beijão e sempre ande por qui, viu?

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  3. Goretti,
    Pra quem gosta das palavras seus versos dizem muito. Amei.
    Beijo.
    Liduína Benigno

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