terça-feira, 6 de setembro de 2011

Vontade de escrever, somente...


Tarde indo embora. Hoje o dia está mais pras imagens. Quando pinto não consigo escrever e quando escrevo não consigo pintar. Mas sinto vontade de brincar com as palavras. Adoro as palavras, e arrumá-las em qualquer sentido ou direção, desde que criem algo, já me dá uma enorme satisfação. 

Quando escrevo, falo a mim mesma, de dentro pra fora. Fico me escutando. Daí, as soluções vão surgindo, quando o assunto é problema. Quando não, minhas idéias, desorganizadas, se organizam, e eu consigo conciliar aquilo que é impetuoso e quase hiperativo, que fica martelando em minha cabeça, com o desenrolar do meu cotidiano.


Descobri, enfim, o que já desconfiava: que fazer cartoon é muito bom e que a tirinha é que nem poema: você encurta e sintetiza incertezas, questionamentos, humor; um universo de sentimentos, seus e das outras pessoas. Desenho simplificado que simplifica as grandes questões existenciais.


O sol está se pondo e as sombras desceram sobre a cidade. Seria essa a ocasião da fusão dos opostos? Nem dia, nem noite. Uma realidade que acontece entre duas outras e que não pode mais ser chamada de tarde. O instante é neutro. 

Esses momentos me rondam como um gato que se enrosca nas pernas da gente. Transmitem uma paz, que é quase, e uma angústia, que também é quase. 

Tudo bem meio termo. É como um caminho, uma possibilidade que se imiscui por entre a passagem de uma condição entre o que era e deixou de ser e o que está para vir. 

Talvez um vácuo; coisa sem nome, e que eu aproveito para encher com palavras.


O dia de hoje está terminando bem...

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