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Mostrando postagens de Janeiro, 2012

Alegria! Alegria! O circo chegou!!

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“Hoje tem marmelada? - Tem sim senhor!
- Hoje tem palhaçada?
- Tem sim senhor!”

Na pequena cidade do interior, os rumores de que um circo havia chegado, levava curiosos de todas as idades ao local onde eram armados. Todos queriam ver aqueles artistas nômades, suas cabanas de lona, os animais e os homens trabalhando para erguer aquele templo dionisíaco. Coisa de um, dois dias, um palhaço sobre longas pernas de pau, acompanhado por um cortejo cada vez maior de crianças, anunciava oficialmente a sua chegada e a primeira apresentação do espetáculo, andando pelas ruas em efusivo rebuliço.
Era em sua maioria, circos pobres e pequenos, com mastro único, empanada cheia de furos, que atraíam para dentro da copa, a visão de um pisca-pisca estrelar a céu aberto. Dentro, para a assistência, cadeiras e a geral, feita de muitas tábuas e pouca segurança, cercavam um picadeiro de tablado, com cortina vermelha desgastada. À infância daqueles idos anos, mergulhados na memória da gente, ori…

Cidinha Madeiro: a poetisa da imagem

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Nos lugares aonde se respira e transpira cultura, é quase impossível para alguém não conhecer Cidinha Madeiro. Poetiza da imagética, encontrou o amor à arte fotográfica, quando comprou com a sua mesada, sua primeira câmera fotográfica. Tinha entre 15 ou 16 anos. Daí em diante não parou mais. Participante de algumas exposições coletivas é vencedora do concurso nacional da UNICRED, tendo sua fotografia, Mar de Espumas, ilustrando o mês de novembro do calendário anual 2012 da instituição. Artista amadora, as suas imagens filtradas da realidade, têm garantido suas premiações, também, no Prêmio Espia, desde a primeira edição do evento. Convido os meus leitores à excelente conversa! 1 - Ensaio Geral - Cidinha, a diversidade das expressões artísticas, hoje, mais do que nunca, permite a interdiscursividade. Vendo os seus registros fotográficos, tem-se uma visão realista do cotidiano, de uma forma muito parecida com o que a escritora Adélia Prado faz, quando escreve. Singelezas da …

Cidinha Madeiro, amanhã, no Ensaio Geral. Confira!

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Alagoana de São Miguel dos Campos, conhecida nos meios culturais de Maceió, a médica reumatologista, será premiada na categoria de fotógrafa amadora, novamente, nesta sexta-feira, 27, no 7º Prêmio Espia – Notáveis da Cultura Alagoana, uma iniciativa de sucesso, do escritor Carlito Lima. A festa terá início previsto para as 16h, no Acarajé do Alagoinha, na orla da praia de Ponta Verde. Cidinha Madeiro vai conversar com a gente!

(Des)Caminhos da Arte Alagoana: O ponto de vista de Paulo Caldas

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Uma reportagem com o artista, desenhista, poeta e pintor
Discutindo as Artes Plásticas em Alagoas, é um grupo criado no Facebook, pelo artista plástico Paulo Caldas. Em tempos onde as pessoas estão cada vez mais, interagindo nas redes sociais, a sua intenção é promover a troca de conhecimentos e experiências de cada um. Assuntos tais como técnicas, materiais, questões que envolvem os processos da criação de trabalhos artísticos: perspectiva, texturas, desenhos, tons, são bem vindos. Além disso, o espaço está aberto aos debates e à manifestação crítica, por parte dos que fazem as artes plásticas alagoanas, que segundo a opinião do artista, precisam fazer uso de locais como esses, para veicular tais discussões.
O que falta para a interação?
Como mais de dois meses, o grupo é ainda inexpressivo, não por causa do reduzido número de participantes: 27 pessoas, na maioria artistas - e também outras, de destaque e influência no cenário da cultura de Alagoas e que se sup…

Anilda Leão, sob nossos aplausos

A plateia: O espetáculo chega ao fim e ela se curva lentamente, agradecida. Mulher inteligente, de múltiplas facetas intelectuais, eu testemunhei de Anilda Leão, a atriz em movimento, indo com uma amiga, que fazia parte do elenco, aos ensaios da peça: Onde Canta O Sabiá, e posteriormente à sua estreia, levada aos palcos pela Associação Teatral de Alagoas, ATA, no início da década de 1980, se não me falha a memória. Lembro-me bem de uma cena ensaiada por ela, que cantava acompanhada por um piano, a música: Gosto que me enrosco.
Anilda é uma dessas pessoas que nunca vão embora. O que é partir para alguém como ela, senão uma brincadeira de esconde-esconde que a morte faz, quando fecha a porta da nossa visão e nos priva de ver alguém presencialmente? Sua pessoa, suas palavras, sua escrita, transcendem a ausência e dão prosseguimento à sua existência. Simbiose, entre ela e nós, que a estende, infinda, para os que folheamos as páginas onde os seus sentimentos se deixam comparti…

Apresentando Beta Basto

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Uma artista plástica que é matéria em revistas estrangeiras
Ao passear pelos espaços onde quadros da artista Beta Basto estão expostos, o visitante pode se deparar com este que ilustra a página. Ele apresenta um ruidoso grupo de brincantes, festejando a alegria carnavalesca, sob a luz do dia. Pleno e límpido, o céu é de um azul impecavelmente ensolarado, que equilibra a cena através de uma linha horizontal que parece sustentar os lados que a emolduram de um canto a outro, onde bandeirolas dependuradas surpreendem a verticalidade de três grandes estandartes. O cenário é maceioense. Possivelmente, encontra-se o grupo no bairro de Jaraguá, porque a artista alagoana, participante da exposição Artistas Brasileiros, no Senado Federal, sinalizou em suas bandeiras, de onde e quem é aquela gente folgazã. Ela o faz referenciando um dos conhecidos times de futebol de Alagoas, o famoso Bloco Pinto da Madrugada, e outro bem sugerido, o Bloco Arte. Em um cartaz nas mãos de um dos brinca…