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Mostrando postagens de Março, 2012

Uma ideia curiosa: Não tenho como negar

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A vida é curta. Não há como negar isso. Criança ainda, a morte é uma ideia vaga. A ausência das horas, com o significado que elas têm ou a própria condição de inocência, forja uma certeza inquestionável, de que morrer é coisa alheia. 
É para os outros. A gente nunca, mas, nunca mesmo, vai morrer. Pelo menos era assim que eu pensava aos sete, oito anos de idade. O tempo da infância é lento e a sua temperatura se mede por outros termômetros e se fixam na nossa mente, mais tarde, através de memórias que vão farejar cheiros, escutar onomatopéias, restos de conversas, objetos...
As minhas galochas, o barulho dos meus passos, pela avenida  esburacada, o frontispício do Grupo Escolar, a bandeira do Brasil hasteada, são lembranças que aparecem bem em cima do meu baú de relíquias sagradas.
Minha vida é, portanto, a sagração de miudezas, as quais mantêm o exato tamanho da minha altura, se assim posso dizer, porque revejo a meus pés, que pisam na lama da rua. Das mãos pequenas, meus láp…

Grafite & Vestuário

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Este vídeo-amador, também uma produção minha, de Francimária Ribeiro e Roberto Wagner,  com edição de Ranieri Brandão é de 2009. Ele pretende levantar questões que dizem respeito ao vestuário, como forma/tentativa de se romper engessamentos, e da possibilidade das pessoas buscarem a sua própria identidade. Questiona-se também como, apesar de 'alternativos' grupos fechados se formam. O grafite aparece suporte visual ao próprio vídeo, mostrando ser um canal de comunicação, que também burla a mídia convencional e que consegue enviar mensagens de cunho social, nos espaços urbanos.

Pequeno vídeo: Morte e Vida Severina

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O vídeo busca interpretar, ainda que de forma amadora, a primeira parte do poema de João Cabral de Melo Neto. Ele foi produzido por mim, Francimária Ribeiro e Roberto Wagner, em 2009.


Mônica Torres: Alma e Lembranças nas Cores e Crenças do Nordeste

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Mônica Torres pode-se dizer, é uma artista plástica ‘inaugurada’ recentemente. Nascida em Palmeira dos Índios, autodidata, ela começou a pintar em 2004, incentivada pela sua mãe, dona Vitória. Seu trabalho é um registro onde estão misturados, símbolos, folclore, cenas, figuras humanas que situam o observador da sua arte, nos recônditos do nordeste. Tão extenso e múltiplo, mas, tão igual, quando se trata de compor imagens que retratam a alma da nossa gente, que se amplia a si mesma e é absorvida pela sensibilidade da artista. Peculiares, como as expressões humanas, por exemplo, pintadas por ela, são os semblantes que confundem nosso olhar e despertam sentimentos paradoxais, assim como é passear em corpo e caminhadas, pelo universo nordestino. Beleza, tristeza, alegria, modéstia, humildade, tudo acontecendo sob um céu de verão, quase eterno, com o qual Mônica se apropria, nos envolve, e nos coloca dentro das cenas, para nos transpassar com a força da resistência humana, no…

Briguinha

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Ser único no mundo

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Segundo Jung, as pessoas nascem originais! Isso quer dizer que nascemos únicos!!! No decorrer da vida, o que é uma pena, vamos, a maioria, nos tornando cópias uns dos outros, através de vários fatores. Por exemplo: Valores familiares escolhidos como ideais, cultura, lugares engessadores dentro dos mecanismos socias, que nos engessam...O processo de individuação é essa busca por desenvolvermos a nossa unicidade.

Ao por-do-sol

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Consciência ecológica

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Cronos... O senhor do tempo

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Para cicatrizar lembranças

Sol se pondo atrás da serra e Amélia pensando na vida. Procura ajustar vantagens, definir conceitos, se imaginar uma vencedora de todas as batalhas. Todas não, que assim também é demais. De algumas. Mas, de preferência, daquelas bem vultosas. Aquele tipo de batalha conquistada que perdura pra vida toda como exemplo à gente mesmo, de que se é forte o bastante. No mínimo, a autoestima alcança níveis tão altos, que todo o resto passa batido. Às vezes lembrar que foi possível saltar enormes fogueiras, convém à pessoa. Para Amélia, há anos na estrada, convém tudo. Cada pequena lembrança de haver sacudido a poeira das tristezas e desilusões, de haver cicatrizado tombos, passou a ser um entretenimento destinado aos finais da tarde para o início da noite. Aqui está, pois, bem sentada no sofá da sala de estar, apreciando as horas escurecendo o dia e assim ficará até ver as sombras descerem sobre os móveis. Não acende nenhuma luz da casa. É um propósito, como parte de um ritual, esperar que tud…

Insistência infantil

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SIM x NÃO

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Saber dizer NÃO!. Palavra essencial à formação da criança

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A cultura alagoana perde Dona Clarice, a mestra rendeira

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Na última quinta-feira, a mestra artesã, que tinha 79 anos, se submeteu a uma cirurgia de vesícula, no Hospital Chama, em Arapiraca, tendo passado bem. Apresentando complicações na manhã de hoje, veio a falecer. Dona Clarice deixa enlutadas suas três filhas, sua cidade e a cultura das Alagoas. Deixa-nos uma mulher que era um dos Patrimônios vivos da Terra dos Marechais. Seu sepultamento aconteceu em São Sebastião, sua terra natal, às16h30. *Texto escrito em 2009 e publicado no Ensaio Geral/CadaMinuto
Há muito mais de dez anos, talvez, uns vinte e poucos, conheço dona Clarice, a mestra artesã da renda de bilro, lá de Salomé, que de uns tempos para cá tornou-se São Sebastião, cidade localizada no micro-clima do agreste alagoano. Tanto ela, como Gustavo Leite, foram-me apresentados pelo meu irmão, ambos em ocasiões distintas, entretanto, num desses encontros familiares, em torno da sua mesa da cozinha. 
Conheci-as sem cerimônias nem honrarias e sem os prefixos que acompanham …

De olho na mulher

Festejar a entrada da mulher no mercado de trabalho e a sua evolução econômica, que determina maior liberdade, inclusive a sua liberdade sexual, é assunto em praticamente todos os veículos de informação de hoje. Pois é. Um dia especial no calendário para homenagear a mulher, suas conquistas e seus feitos. Mas, se debruçar sobre outras vertentes, associadas à propagada ascensão feminina, é tarefa que vale a pena.
Parar e refletir sobre a condição da mulher na sociedade atual, requer certa coragem para assumir que logo ao lado das nossas conquistas, está o seu oposto, e que ele é um preço alto que somos chamadas a pagar, quer queiramos ou não. 

Uma amiga jornalista do jornal Primeira Edição (http://primeiraedicao.com.br/noticia/2012/03/08/mercado-de-trabalho-x-familia-a-mulher-precisa-mesmo-definir-uma-so-posicao) quer saber minha opinião, sobre: Mercado de trabalho e família versus Mulher, e se eu acho que diante da evolução econômica e histórica da sociedade a mulher precisa d…

Tiquinho de curiosidade!

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Criança e tecnologia

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Crianças são indefesas...

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Noções de responsabilidade

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Amar as crianças como elas são...

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