terça-feira, 24 de abril de 2012

Canudos, um lugar...

Canudos-BA
Saindo de Paulo Afonso e viajando alguns quilômetros em estradas asfaltadas, o rumo escolhido a seguir, subordina quem quer conhecer Canudos, no sertão baiano a outro tanto de viagem, agora, por estradas de barro e pedregulhos. A paisagem aprofunda o viajor por exóticas gargantas de paredes rochosas, com pouco mais de metro e meio de altura. Inevitável, a sua vista vai-se acomodando aos poucos, a registrar bancos de areia, terra vermelha, árvores desfolhadas ou com folhas secas. Jumentos andam juntos pelas margens dos caminhos. Também as cabras saltitantes, atravessam a estrada. Há certos momentos em que se tem a impressão de se vivenciar um déjà vu: Homens montados em cavalos magros, em marcha lenta sob o sol escaldante, à cabeça, seus chapéus de couro e uma mesma fisionomia empoeirada, que se opõe à alegria com a qual cumprimentam os estranhos, são imagens que se repetem, constantes, no decorrer do percurso.

Canudos, a atual, não é mais a mesma cidade, embora tenha trazido o mesmo nome para três localidades através do tempo. O lugar onde Antônio Conselheiro (Guerra de Canudos) chegou e se fixou no século XVIII, fica a 12 km dali, às margens do rio Vaza-Barris. Tratava-se de uma pequena aldeia no entorno da Fazenda Canudos.

Arara-Azul
Em 1893, Conselheiro e seus seguidores rebatizaram o lugar, como Belo Monte. A segunda Canudos surgiu em 1910, sobre suas ruínas e desapareceu embaixo das águas do açude Cocorobó em 1969. Antes, em 1950 a construção de uma barragem determinou a sua inundação. Cocorobó era o nome do vilarejo que em 1985 foi elevado a município, sendo rebatizada também como Canudos.

Mas, como tudo no sertão nordestino, por trás dos caminhos desolados, belezas exuberantes se escondem. Em Canudos, o visitante é surpreendido por grandes vales que, só para sirvam aos interessados como referência, têm paisagens que lembram o Monument Valley, nos Estados Unidos, um local bem visitado, onde fica situada a reserva dos índios Navajos. Além do que, ali se encontra ninhos das Ararinhas Azuis, um pássaro tipicamente brasileiro.

Espécie ameaçada de extinção, a ave é considerada como uma das mais belas do mundo. A Arara Azul chega a ter até um metro de comprimento. Apreciá-las exige que se acorde antes mesmo do dia amanhecer. A marcha até o local desafia os que se atrevem, mas é um deleite para os olhos e um refrigério para a alma. A Natureza a postos, diligente, vai se revelando aos poucos, descoberta pelas primeiras luzes da manhã.

Estátua de Ântônio Conselheiro
Memorial, Parque, Instituto, são locais em Canudos, que preservam a História do lugar. As paisagens, por sua vez, revestem lugares imateriais, nossos, mais sutis. Elas constelam sentimentos inertes, os adocicam e nos convidam às proezas de conhecer seus viventes, de confiar neles para nos guiar pelos desafios de andar sobre pedregulhos, encostas íngremes, vegetação áspera, terra fofa entrando nos calçados, atoleiros e travessias de riachos.

Em meio a toda jornada, o contato humano com os outros, até então desconhecidos, é o que alinhava as emoções e borda na nossa própria história, a narrativa recente, feita com as cores mais bonitas da experiência vivida, costuradas com as linhas que desenham e unem pontos para referir significados.
 

terça-feira, 10 de abril de 2012

1ª Confraternização dos Brandão, Souza & Agregados


Aconteceu dia 7 de Abril, na Chácara Príncipe Conrado, em Pão de Açúcar, a primeira confraternização das duas famílias. O evento teve início aproximadamente às 16h30, com a participação de dezenas de pessoas, pertencentes às famílias, além de seus agregados. A reunião festiva surgiu, primordialmente, de uma ideia de Arley Almeida de Souza e algumas sugestões de Antônio Alfredo Neves Brandão (Tonico). Coube a Johann Maguns Almeida de Souza, a materialização das ideias.

Johann Magnus Almeida de Souza
 A alegria tomou conta do encontro, sendo a animação musical feita por artistas conterrâneos convidados, um convidado especial e a participação dos artistas das famílias Brandão e Souza, que se apresentaram.
Na ocasião o evento contou com a prestimosa presença do deputado Luiz Dantas, como agregado, já que sua mulher, Amanda Souza, é integrante da família.
Dep. Luiz Dantas, Lucilda e esposo, Aparecida, Kallyni Souza
Rafael Souza e Tonico Brandão






Elisângela, Hélvio e Alexandre Brandão
Kallyni e Izaly Souza ao fundo
Thâmara e Cerícia Brandão e Reginaldo Souza
Casal: Elisângela e Hélvio Brandão

Um pouco de nossa história:

Brandão e Souza, são sobrenomes de Antônio Hilário e Izaura, nossos avós paternos, que tiveram sete filhos, os irmãos: Francisco, José, Napoleão, Lucilo, Maria de Lourdes, Maria Nazaré e Lucila. A opção em adotar o sobrenome Souza, por parte de Lucilo e Maria Nazaré, dois dentre os demais filhos do casal, explica o porquê dos Brandão serem Souza e dos Souza serem Brandão.
Íris e Maria Laura Brandão
Kallyni Souza


A abertura do evento, presidida por nosso primo Johann, foi seguida das palavras de Javan Souza, como primeiro orador, que enalteceu a confraternização, salientando a sua importância como registro do presente, e que servirá no futuro, como resgate histórico às gerações Brandão e Souza.
Da esquerda para a direita: Sr. Javan Souza e familiares



 Em seguida, Tonico Brandão, nosso primo e meu compadre, fez uso da palavra, e saudando a todos, teceu agradecimentos pessoais à sua prima, sra. Ilda Souza - já citada anteriormente por Javan, junto com suas irmãs, Ilza e Maria José, quando as chamou de matriarcas da família. 
Tonico Brandão e à sua direita, Jado Souza


Íria Souza, também nossa prima, em seu discurso, reavivou a memória de todos, referenciando as qualidades dos nossos tios-avós, Angélica, Helena e Antônio Souza. 
Ao centro, dep. Luiz Dantas. Á sua esquerda: Íria Souza. À sua direita, Amanda Souza, Lucilda Souza e esposo

Ela se referiu ao nosso tio, seu pai, Lucilo Brandão de Souza, salientando uma das características da sua personalidade: a honradez. Encerrando sua fala agradeceu a todos os parentes presentes àquele momento, que já está agregado, pode ser contado, e que tem lugar na nossa memória familiar.
 
Um aparte: 

A chácara onde a festa aconteceu é de propriedade de Israel de Souza Moraes. 


Cercado pela natureza, com árvores caprichosamente cuidadas pelo dono, e tendo à frente a bela paisagem do Velho Chico, o local é arejado, organizado e bastante aprazível.


Maria Eduarda Brandão
Sara, Ilza, Márcia e Israel de Souza Moraes

Ao fundo: Ilda e familiares, à direita: Wagner e Ilza Souza
Sheyla Souza
Crianças da família Souza








Roseane, Sheyla Souza sua filha e cunhada
Ilza souza e sobrinhos


Crianças da família Brandão
Os Brandão à mesa
2012: Ano da 1ª Confraternização dos Brandão, Souza & Agregados, teve um saldo positivo, a contar pelo número dos que se fizeram presentes e pelos momentos alegres que marcaram o encontro e que a todos envolveram.  Podemos afirmar, categoricamente, que a festa foi realizada com sucesso. 
Goretti e Elisângela Brandão e Sra. Evalda
Thâmara Brandão e Walquíria Souza

Segundo o seu organizador, Johann Maguns, no próximo ano, o evento ganhará contornos mais bem delineados, com novas ideias e novas realizações. 

Certamente que seguirá em frente como um marco. A intenção é que este, seja o ponto de partida, referencial, como parte do nosso calendário anual e que se torne uma tradição da história familiar dos Brandão e Souza. 


Manuela Brandão. Ao fundo Thâmara e Waldson



Esquerda > direita: Íris, Maria Laura e Babi Brandão e JordanaSouza