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Prece mal feita

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Transitaram pelas águas do rio, as canoas. Velas içadas, uma paisagem em movimento. Passaram as gentes, em seus semblantes e trajes. Sob o sol quente e a visão da outra margem, há o cerco das serras e à curiosidade de descobrir o futuro por trás delas. Circunda meu zelo, a impressão de que não basta navegar nas letras, nem construir palavras, nem desdobrar frases, onde é tanta a premência de ausentar-se-me em pessoa e em ideia. 
Que eu continue sendo um fantasma. 
Sombra tracejada sobre a luz que incide à vela, ao norte e à navegação. Velejo, eu, embarcação miúda, sobre um rio que contraria a direção dos peixes e a lógica dos lemes. Margeio, aderno, adentro o coração no volume das águas. Retorno. Entorno de estrada com direito à romântica pontezinha pintada de branco. Murmuração de um ego em prece mal feita, ajoelha–me a alma, ante a imensidão do Verbo. E em mim, o velejar dos sentimentos indizíveis me seduzem ao mergulho no inconsciente. Mas eu quero viver na superfície das frases feit…