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Mostrando postagens de Agosto, 2017

Blog do Sávio Almeida: O sertão das bandas do Ipanema

Mais uma matéria oriunda do sertão alagoano, publicada pelo Campus/O DIA. Desta feita quem a assina é a escritora santanense Lúcia Nobre.

Vale conferir!



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Blog do Sávio Almeida: O sertão das bandas do Ipanema

O que poderia ter sido

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Alzira me contou como o havia conhecido e lembrava bem como foi. Era um homem atraente. Avistara-o de longe, conversando animado em uma roda de amigos.  Naquela confluência de ruas no bairro de Jaraguá, nas imediações do Bar da Zefinha, acontecia o lançamento de um livro. Tinham ido para o mesmo evento. A memória a enganava?  Não. Os olhares se cruzaram. Lembrava bem que tendo passado pertinho dele e estando a alguns passos adiante, ouvi-o perguntar a alguém ‘quem é essa?’. Faz muito tempo. Muitos anos. Nem posso dizer que o conheci, Violeta. Eu o vi. Conhecia só de ouvir falar. Um homem tão festejado, não era para menos.
Quando penso naquele dia, a minha vida desdobra até não poder mais. Fico imaginando que outro futuro teria saído daquela noite. Uma intercorrência que poderia ter mudado o meu percurso no mundo, ou então, descarte-se tudo, a ver que tudo não passa de hipotética ilusão. Vem daquilo de a pessoa achar que a vida que tem ainda é pouco. Um excesso de absurdas e hilárias co…

Blog do Sávio Almeida: Rio São Francisco: lembranças dos lados de Pão de Açúcar

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À ordem daquele dia

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Saiu apressada do trabalho. Em pouco tempo estava na Rua do Sol. Adiantou -se até a Igreja do Rosário dos Pretos e entrando na travessa perpendicular a ela, caminhou apressada até o ponto de ônibus. Aquele dia seria o último a encerrar mais um ciclo de vida. Pensava nisso, quando de si mesma uma voz interior alertou-a para a urgência de medir a vida como um trajeto de avante à ré. Um absurdo quando somava as imagens do já vivido à profusão do tempo, meio que destoante do espaço onde tudo acontecera em sua vida até então. Como coubera ao tempo tanta ilusão e como o tempo tinha espaço para fazer tanto estrago na sua aparência? Estava ali, uma mulher, envelhecendo.
Era como se os dois juntos fragmentassem, cada qual a seu modo, a sua história, cortando-a como a uma longa fita cinematográfica, para posterior montagem, em uma edição meio maluca. Tinha vez que se sentia atriz dirigindo a si própria, uma performance de dar gosto, e à maioria das vezes absolutamente entregue às surpresas, às f…