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Mostrando postagens de Setembro, 2011

Ruído

O dizer transborda-me,
E estilhaça o diálogo em conjugações verbais desiludidas.
Uma por uma, sigo juntando-as,
para ousá-las de novo,
usando pretérito amoroso.
Mas, a audição é surda,
E não me sabe ler nos lábios,
o intento sublimado
No presente, falo em idioma morto.
Não ser entendida é quase um desespero,
E dizer o que estou sentindo,
mais parece um desperdício

Às Parcas

Fio a linha sobre a qual trilharei a minha andança. E principio meu malabarismo, 
sobre e entre dois pontos imaginários, Neles, trafego meus passos, pé ante pé na teia da vida, À distância que nunca me sabe, nem eu a sei. Distribuo a cada parte de mim, 
à parte que me caiba a alma: Partida e chegada, 
Vou às coisas que desfazem o seguimento de pontos, 
à evidentes certezas de que pontos formam retas. Viver é  como andar sobre invisíveis aritméticas: As que sabem fiar a vida, as que a distribuem e as que se   nos partem o fio, onde suspensos por uma corda bamba, nos despreendemos, aventurados, a atravessar a existência.

O coco abre a roda para o espetáculo Pros Pés de Jurandir Bozo

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 Com a palavra: Jurandir Bozo artista popular alagoano que sobe ao palco do Teatro Deodoro, hoje à noite, para apresentar o seu espetáculo: Pros Pés. Bozo comemora os seus 15 anos de carreira. O show abordará os trupés tradicionais - que no dicionário informal é sinônimo de barulho, bagunça -, a musica popular mais contemporânea  dentro do universo da cultura alagoana, sem perder sua essência, característica sempre presente em seus trabalhos. Desta vez ele promete abrir espaços apresentando os meninos que estão dançando o coco atualmente, dentro de uma perspectiva que os engaja como feitores e propagadores do coco de roda, longe da rivalidade dos concursos. É um espetáculo genuíno que se volta às tradições e que busca agregar outras leituras à identidade cultural alagoana




1_A discussão levantada a partir do seu texto: Universo da cultura popular em Alagoas, publicado em sua coluna, no site Alagoanos, Sobretudo Cultura (www.alagoanos.com.br) surge no momento em que está em discussão, t…

Primavera chega ao Museu Palácio Floriano Peixoto: nas imagens das águas, a memória margeada de flores da poesia alagoana

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O evento, com boa programação, acontece até dia 25, no próprio museu, antigo Palácio do Governo
A 5ª Primavera dos Museus, que teve início na noite de ontem e segue até dia 25 deste mês, trouxe em sua abertura, a exposição: Memória das Águas, do repórter fotográfico Pablo de Luca. 
As imagens colhidas pela lente e a sensibilidade do autor, conversam com a poesia alagoana. José Márcio Passos, diretor do MUPA, Museu Palácio Floriano Peixoto, desde abril deste ano, é o responsável em trazer para o público as flores da reciprocidade entre as duas manifestações artísticas. É com ele que converso.
_Ensaio Geral: Como surgiu a ideia para a criação da primavera dos museus? _R: É uma iniciativa do Instituto Brasileiro de Museus (Ibram/MinC). Tem como objetivo sensibilizar os museus e a comunidade para o debate sobre temas da atualidade.
_Ensaio Geral: A que público se destina a 5ª Primavera dos Museus? _R: O público a que se destina esta ação são pessoas e grupos que têm interesse no tema do evento…

Pulsando na levada do coco

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Por Assessoria
Espetáculo Pros Pés, de Jurandir Bozo, será apresentado no Teatro Deodoro é o Maior Barato desta quarta (21)
Dando continuidade à 12ª edição do projeto Teatro Deodoro é o Maior Barato, a Diretoria de Teatros do Estado de Alagoas (DITEAL) apresenta na próxima quarta (21) o espetáculo “Pros Pés”, do músico Jurandir Bozo, um dos maiores defensores e divulgadores da cultura popular alagoana, reconhecido em várias partes do país por entidades, artistas e mídia em geral. O espetáculo começa às 19h e os ingressos ainda podem ser encontrados na bilheteria do Teatro Deodoro a R$ 10,00 (inteira) e R$ 5,00 (meia-entrada).
Pros Pés Talvez a maior característica das danças populares alagoanas sejam os trupés. Trupés do Guerreiro, do Coco, as pisadas das Marujadas, da Ciranda e do Baianal. A força rítmica e o vigor das manifestações populares conectadas ao solo com paixão e criatividade fazem um som único que envolve e fascina levantando poeira, assentando barro, pisando o chão.
Pros Pés,…

Tirinha: Humana, demasiada humana

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Anadia: Por que resolver diferenças à bala?

Resolver diferenças apagando vidas, principalmente às de ordem política, acontece desde tempos imemoráveis, próximo até do que se pode chamar de expediente usual. Basta vermos os assassinatos épicos no Senado Romano e no antigo Egito, só para ilustração. A eliminação de oponentes parece ser o caminho mais rápido para quem deseja desobstruir caminhos, esconder falhas e manter-se, sem empecilhos, onde se acha de direito. A meu ver, atitudes e ações desta natureza, revelam da parte de quem as pratica, uma conduta absurdamente egocêntrica, sustentada pela falta de ética, moral e respeito por aqueles que, por divergências, venham a ameaçar seus privilégios ou intenções.
A maneira em como é escolhido o ‘afastamento’ do caminho para quem se torna uma preocupação ameaçadora para tais pessoas, é, sobretudo, covarde. Elimina-se alguém, que de algum modo, coloca aquele que se sente coagido, diante da possibilidade de ter que enfrentar as conseqüências de seus próprios atos. Há casos conhecidos, o…

Vontade de escrever, somente...

Tarde indo embora. Hoje o dia está mais pras imagens. Quando pinto não consigo escrever e quando escrevo não consigo pintar. Mas sinto vontade de brincar com as palavras. Adoro as palavras, e arrumá-las em qualquer sentido ou direção, desde que criem algo, já me dá uma enorme satisfação. 
Quando escrevo, falo a mim mesma, de dentro pra fora. Fico me escutando. Daí, as soluções vão surgindo, quando o assunto é problema. Quando não, minhas idéias, desorganizadas, se organizam, e eu consigo conciliar aquilo que é impetuoso e quase hiperativo, que fica martelando em minha cabeça, com o desenrolar do meu cotidiano.

Descobri, enfim, o que já desconfiava: que fazer cartoon é muito bom e que a tirinha é que nem poema: você encurta e sintetiza incertezas, questionamentos, humor; um universo de sentimentos, seus e das outras pessoas. Desenho simplificado que simplifica as grandes questões existenciais.

O sol está se pondo e as sombras desceram sobre a cidade. Seria essa a ocasião da fusão dos opos…

Outra tirinha: Violeta em... Recado

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