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Canudos, um lugar...

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Canudos-BA Saindo de Paulo Afonso e viajando alguns quilômetros em estradas asfaltadas, o rumo escolhido a seguir, subordina quem quer conhecer Canudos, no sertão baiano a outro tanto de viagem, agora, por estradas de barro e pedregulhos. A paisagem aprofunda o viajor por exóticas gargantas de paredes rochosas, com pouco mais de metro e meio de altura. Inevitável, a sua vista vai-se acomodando aos poucos, a registrar bancos de areia, terra vermelha, árvores desfolhadas ou com folhas secas. Jumentos andam juntos pelas margens dos caminhos. Também as cabras saltitantes, atravessam a estrada. Há certos momentos em que se tem a impressão de se vivenciar um déjà vu : Homens montados em cavalos magros, em marcha lenta sob o sol escaldante, à cabeça, seus chapéus de couro e uma mesma fisionomia empoeirada, que se opõe à alegria com a qual cumprimentam os estranhos, são imagens que se repetem, constantes, no decorrer do percurso. Canudos, a atual, não é mais a mesma cid...

1ª Confraternização dos Brandão, Souza & Agregados

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Aconteceu dia 7 de Abril, na Chácara Príncipe Conrado, em Pão de Açúcar, a primeira confraternização das duas famílias. O evento teve início aproximadamente às 16h30, com a participação de dezenas de pessoas, pertencentes às famílias, além de seus agregados. A reunião festiva surgiu, primordialmente, de uma ideia de Arley Almeida de Souza e algumas sugestões de Antônio Alfredo Neves Brandão (Tonico). Coube a Johann Maguns Almeida de Souza, a materialização das ideias. Johann Magnus Almeida de Souza  A alegria tomou conta do encontro, sendo a animação musical feita por artistas conterrâneos convidados, um convidado especial e a participação dos artistas das famílias Brandão e Souza, que se apresentaram. Na ocasião o evento contou com a prestimosa presença do deputado Luiz Dantas, como agregado, já que sua mulher, Amanda Souza, é integrante da família. Dep. Luiz Dantas, Lucilda e esposo, Aparecida, Kallyni Souza Rafael Souza e Tonico Brandão ...

Uma ideia curiosa: Não tenho como negar

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Goretti Brandão - Sertão Menino - OST 100x120m A vida é curta. Não há como negar isso. Criança ainda, a morte é uma ideia vaga. A ausência das horas, com o significado que elas têm ou a própria condição de inocência, forja uma certeza inquestionável, de que morrer é coisa alheia.  É para os outros. A gente nunca, mas, nunca mesmo, vai morrer. Pelo menos era assim que eu pensava aos sete, oito anos de idade. O tempo da infância é lento e a sua temperatura se mede por outros termômetros e se fixam na nossa mente, mais tarde, através de memórias que vão farejar cheiros, escutar onomatopéias, restos de conversas, objetos... As minhas galochas, o barulho dos meus passos, pela avenida   esburacada, o frontispício do Grupo Escolar, a bandeira do Brasil hasteada, são lembranças que aparecem bem em cima do meu baú de relíquias sagradas. Minha vida é, portanto, a sagração de miudezas, as quais mantêm o exato tamanho da minha altura, se assim posso dizer, ...

Grafite & Vestuário

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Este vídeo-amador, também uma produção minha, de Francimária Ribeiro e Roberto Wagner,  com edição de Ranieri Brandão é de 2009. Ele pretende levantar questões que dizem respeito ao vestuário, como forma/tentativa de se romper engessamentos, e da possibilidade das pessoas buscarem a sua própria identidade. Questiona-se também como, apesar de 'alternativos' grupos fechados se formam. O grafite aparece suporte visual ao próprio vídeo, mostrando ser um canal de comunicação, que também burla a mídia convencional e que consegue enviar mensagens de cunho social, nos espaços urbanos.

Pequeno vídeo: Morte e Vida Severina

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O vídeo busca interpretar, ainda que de forma amadora, a primeira parte do poema de João Cabral de Melo Neto. Ele foi produzido por mim, Francimária Ribeiro e Roberto Wagner, em 2009.

Mônica Torres: Alma e Lembranças nas Cores e Crenças do Nordeste

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Trabalho da artista Mônica Torres pode-se dizer, é uma artista plástica ‘inaugurada’ recentemente. Nascida em Palmeira dos Índios, autodidata, ela começou a pintar em 2004, incentivada pela sua mãe , dona Vitória. Seu trabalho é um registro onde estão misturados, símbolos, folclore, cenas, figuras humanas que situam o observador da sua arte, nos recônditos do nordeste. Tão extenso e múltiplo, mas, tão igual, quando se trata de compor imagens que retratam a alma da nossa gente, que se amplia a si mesma e é absorvida pela sensibilidade da artista. Peculiares, como as expressões humanas, por exemplo, pintadas por ela, são os semblantes que confundem nosso olhar e despertam sentimentos paradoxais, assim como é passear em corpo e caminhadas, pelo universo nordestino. Beleza, tristeza, alegria, modéstia, humildade, tudo acontecendo sob um céu de verão, quase eterno, com o qual Mônica se apropria, nos envolve, e nos coloca dentro das cenas, para nos transpassar com a ...

Briguinha

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