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Arte para aliviar a dor

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Viva o Trio Nordestino!! Para o sertanejo autêntico, desses acostumados a se vangloriarem das coisas do sertão, basta mesmo um triângulo, um zabumba e um bom cantor que saiba tirar notas de uma sanfona e que tenha a goela temperada, para que ele, satisfeito, arrepie os pelos e a alma. Refiro-me ao famoso trio nordestino, tão bem reproduzido pelos escultores populares, em suas peças de barro, que se apresenta quando chamados aos lugares, durante os festejos juninos. A impressão que se tem, é a de que todos os trios são um só, fazendo a alegria de todos e na mesma hora. É a onipresença sertaneja que modela os artistas populares, em um mesmo formato de rosto e uma mesma missão – a de perpetuar as nossas matutas singelezas – a de espalhar canções, a evocar saudades das Marias Fulôs, tantas, e em todos os Estados nordestinos, que a seca por haver amarelado o marmeleiro, determina, por fim, a desesperança do seu amado e atrapalha o amor, condenando os amantes à separação. ...

Bom dia, Ozu!

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 O cinema japonês: sobre a mediocridade da vida A vida é simples, não fosse tanta coisa que a gente vai agregando, possuindo e se acercando para viver. Basta ver a quantidade de apetrechos que se tem em uma casa. Parte daquelas coisas está ali enchendo espaços, virando entulho, atrapalhando, e tão pouco ou nenhuma vez sendo utilizadas. Por que se compra tanta coisa? Por que essa procura insaciável por coisas que estimulam em nós, prazeres e sensações fugazes, que logo se esgotam e nos deixa atrás de mais coisas? Yasujiro Ozu Vida e Viver. Entre uma coisa e outra há bastante diferença. Respirar, correr, dormir corresponde às certificações de se estar vivo, mas viver supõe a utilização desses recursos básicos. De preferência, da melhor forma possível. Um dia a gente sai da vida, mas a vida permanece. É o milagre que se repete em todas as espécies que povoam a Natureza, esse útero onde o continuum acontece. Cena do filme Bom Dia Há uma linha invisível, entre a ...

Hibernal

Dia de chuva. O tempo nublou de repente e as gotas d'água cairam pesadas... Da cozinha vi que a tarde sombria havia distanciado a paisagem. Hibernal é o meu desejo de deitar sob cobertas quentinhas, entrar em proposital letargia, adormecer-me. Porém, outros desejos me sacodem, como miúdas vontades que se aglutinam e estampam um inverno, que evoco da lembrança de outras chuvas.  Movo antigos símbolos, remexo-os, trago-os à tona. Deixo que fiquem guardados os pijamas de flanelas feitos em casa, as galochas e o barulho dos passos nas poças lamacentas, da criança que em mim, atendia o chamado da mãe. Ela, que já não sou eu, mas, a pequena amadora atriz, eternizada no lugar que me lembra, e que repete encenações, só para alegrar-me do que fui.  Estou certa de que fui embora. Tenho me feito em outras. Minha mão é que retorna, às vezes, infantil. Tateando memórias, sentindo a gravíssima e afetada textura do cobertor de lã, espinhento...  Essas coisas eram, foram-...

Um protesto contra o fechamento da Rádio Comunitária Paraíso, em Pão de Açúcar

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Bem no meio da vida...

Cheguei ao meio da vida... De repente afloram partes minhas até então reprimidas, meu ego se abala ante verdades e valores que já quase não se sustentam... Passar da persona para o despertar da alma. Situação limiar... Mas é preciso enterrar os mortos (juventude? Frustrações? Sonhos desfeitos ou inalcançáveis?) No meio da vida, na crise da meia-idade, como queiram, é preciso aceitar as separações que oprimem o ego, reverenciar o luto e partir para a reintegração... Minha alma me espera e, de braços dados, vou mergulhar com ela nessa outra metade...

Canudos, um lugar...

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Canudos-BA Saindo de Paulo Afonso e viajando alguns quilômetros em estradas asfaltadas, o rumo escolhido a seguir, subordina quem quer conhecer Canudos, no sertão baiano a outro tanto de viagem, agora, por estradas de barro e pedregulhos. A paisagem aprofunda o viajor por exóticas gargantas de paredes rochosas, com pouco mais de metro e meio de altura. Inevitável, a sua vista vai-se acomodando aos poucos, a registrar bancos de areia, terra vermelha, árvores desfolhadas ou com folhas secas. Jumentos andam juntos pelas margens dos caminhos. Também as cabras saltitantes, atravessam a estrada. Há certos momentos em que se tem a impressão de se vivenciar um déjà vu : Homens montados em cavalos magros, em marcha lenta sob o sol escaldante, à cabeça, seus chapéus de couro e uma mesma fisionomia empoeirada, que se opõe à alegria com a qual cumprimentam os estranhos, são imagens que se repetem, constantes, no decorrer do percurso. Canudos, a atual, não é mais a mesma cid...

1ª Confraternização dos Brandão, Souza & Agregados

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Aconteceu dia 7 de Abril, na Chácara Príncipe Conrado, em Pão de Açúcar, a primeira confraternização das duas famílias. O evento teve início aproximadamente às 16h30, com a participação de dezenas de pessoas, pertencentes às famílias, além de seus agregados. A reunião festiva surgiu, primordialmente, de uma ideia de Arley Almeida de Souza e algumas sugestões de Antônio Alfredo Neves Brandão (Tonico). Coube a Johann Maguns Almeida de Souza, a materialização das ideias. Johann Magnus Almeida de Souza  A alegria tomou conta do encontro, sendo a animação musical feita por artistas conterrâneos convidados, um convidado especial e a participação dos artistas das famílias Brandão e Souza, que se apresentaram. Na ocasião o evento contou com a prestimosa presença do deputado Luiz Dantas, como agregado, já que sua mulher, Amanda Souza, é integrante da família. Dep. Luiz Dantas, Lucilda e esposo, Aparecida, Kallyni Souza Rafael Souza e Tonico Brandão ...