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Dá para entender os desfehos das Operações Mascoth e Gabiru?

O executivo prende e o judiciário solta A cada nova investigação da Polícia Federal acontecem novos desfechos já conhecidos pela população: Revelações sobre os desvios de verba, prisões, nomes que vão a público, o que significa que pessoas conhecidas e muitas vezes, já suspeitas nas cidades onde ocorreram as investigações, são trazidas à luz e enchem de imagens e narrativas, de um dia para a noite, todos os veículos de comunicação. Desta vez, algumas primeiras-damas, secretários, ex-secretários, uma ex-prefeita desfilam sob os olhos da população. Esse tipo de acontecimento passa a cada dia a ter um gosto de notícia gasta. Mudam apenas os detalhes, mas a coisa toda, a sujeira que envolve gestores públicos e instituições, já é uma antiga conhecida de todos. O que dá para perceber é que há um grande hiato, uma falha na conexão entre os poderes; Executivo e o Judiciário. Isso quer dizer que o desfecho final se perde no meio do caminho. Uma força anula a outra. É de se perguntar qual o...

Estaremos presenciando os sinais do apocalipse?

Acidentes nucleares, enchentes, guerras e toda sorte de catástrofes nos atingem Há pouco menos de uma semana, numa festa de aniversário, ouvi uma conversa entre uma jovem e uma senhora. O assunto era sobre o final do mundo. E os pontos de vista e opiniões giravam em torno dos últimos e constantes acontecimentos que têm sido mostrados pelos veículos dos meios de comunicação. É assustador ver o acidente nuclear, o tsunami e o forte terremoto que sacudiram o Japão e que continuam provocando consequências que extrapolam para muitos o entendimento sobre a extensão do problema. Estaremos vivendo o início dos tempos apocalípticos? Argumentar acerca dos fatos, tendo como alicerce o que está escrito na Bíblia Sagrada, na maioria das vezes, causa uma infinidade de debates, que deslocam o olhar das pessoas para além deles e criam um fogo cruzado sobre a crença ou não na Palavra. Escuto atenta aos argumentos da jovem, que procura explicar que as catástrofes sempre aconteceram, mas que antigament...

Em política favor com favor se paga

Quem leva vantagem nessa troca? Essa é uma das experiências mais desconcertantes: Uma cidade pequena faz com que as pessoas sejam aproximadas. Muitas vezes os casamentos entre conterrâneos fazem com que de alguma forma todos sejam parentes, próximos ou distantes. As famílias acabam se entrelaçando. A adolescência é uma fase em que se estreita laços entre amigos, contraparentes, conterrâneos e contemporâneos. É o tempo em que a identificação com ideologias sociais e políticas se manifesta. O desejo de justiça, igualdade, fraternidade, aproxima aqueles que apuram a sensibilidade, questionando os acontecimentos da vida. É também a ocasião em que a gente reorganiza, orientados por essas identificações, nossas relações pessoais, selecionando-as. Amigos de infância e adolescência, conterrâneos, contemporâneos, ou seguem conosco ideais comuns, ou se afastam de nós e nós deles. Com os que defendem como nós, nossas bandeiras, a amizade parece centrar esforços em aprofundar raízes, encontrar s...

Mais cultura para os estudantes

O papel da escola não é só o de ensinar a ler e escrever Os trabalhos expostos por 120 artistas, no Centro de Convenções continuam levando ao local, um público cada vez mais diversificado. A presença de estudantes da rede pública de ensino, tem feito do ambiente do Salão de Arte da Marinha, um espaço movimentado. A curiosidade é o elemento principal desses jovens, que transitam pelo lugar. O objetivo é fazer com que eles apreciem as obras, aprendam a identificar o trabalho dos artistas e passem a valorizar a cultura alagoana. É o que pontua Fredy Correia, escultor e curador do evento. Ele mesmo acompanhou uma dessas caravanas de estudantes, mostrando e explicando, um por um, os trabalhos e as características de cada artista. Muito boa a iniciativa dessas escolas. Afinal, não é possível valorizar aquilo que não se conhece. Muito menos, ter orgulho da terra onde se nasce e ou se vive, se não há interesse, nem responsabilidade por parte dos educadores, nem dos órgãos do Governo, res...

Sobre a façanha de ser criança na infância

O que está sendo perdido pelo mundo infantil? Na noite da última terça-feira (1º/02), presenciamos, eu e outras dezenas de pessoas, que no momento estávamos em um daqueles restaurantes da Amélia Rosa, em Jatiúca, uma cena no mínimo intrigante. Um homem perto dos seus 40 anos entrou na avenida pela contramão. Bêbado, desorientado, quase se choca com um ônibus urbano. Foi um susto para todo mundo. A confusão não acabou aí. É que o senhor transportava em seu veículo, uma adolescente e duas quase-meninas. Assustadas, as duas tiveram a reação que muita criança tem e se expuseram: uma delas saltou do carro ainda em movimento, que por sorte, àquelas alturas, já estava bem lento. A outra desceu em seguida. Pelo aspecto de ambas, não era difícil para ninguém imaginar o que realmente acontecia, tinha acontecido ou estava para acontecer. O homem, ao ser abordado pelo que acreditei serem policiais à paisana, que estavam sentados em uma mesa próxima à minha, apresentou a adolescente como mãe das...

Show para alagoano nenhum botar defeito

“Não há quem não morra de amores pelo meu lugar” O artista alagoano Eliezer Setton se apresentou ontem à noite no Teatro Gustavo Leite, como parte da programação de abertura do 26º Salão de Arte da Marinha, para um público significativo composto por representantes do corpo da Marinha, patrocinadores, convidados e artistas. Com um repertório musical bem azul, branco e vermelho, cores da bandeira das Alagoas, o cantor e compositor soube conduzir a platéia entusiasmada que o acompanhou em dezenas de canções pitorescas, dos folguedos populares alagoanos. Por vezes, de sua autoria, outras, colhidas e extraídas com critério, uma de suas marcas pessoais, que demonstra a conduta de pesquisador de Setton, quando se trata de trazer para seus trabalhos, o cerne da cultura popular alagoana. Entre uma música e outra, o artista conversava com o público. Uma conversa descontraída, inteligente e cheia de humor, preenchida de informações e curiosidades, sobre cada interpretação que viria em s...

Sem precisar da lógica para entender afetos

O sol de hoje tá fraquinho. Aparece e desaparece. Olhei pela janela logo cedo, e me lembrei de Ciça, que nem sequer me avisou que ia gazear a faxina. Pois é, gazeou logo ontem quando eu achei de deixar uns quatro pratos sujos pra ela lavar. Me dei mal. Não gosto de lavar pratos. Uma vez Raulina me contou uma estória sobre ter ouvido alguém dizer por trás dela: 'lavando prato sempre'. Era uma voz de provocação saída do nada, sem dono. Ela também não gostava desse ofício chato, e eu reclamo sempre, que não aparece ninguém para elogiar um prato que a gente lava bem lavado. Não aparece. Ciça me deixou na mão, desligou o celular durante o dia todo de anteontem e de ontem, que era pra não ser incomodada. Eita, que mulherzinha cheia de astúcia, aquela. Outro dia peguei a danada mentindo descaradamente. Tava trabalhando aqui em casa e dizendo a alguém pelo telefone que estava no médico. Botei meus sentidos de molho e entendi que ela mente pra mim também. Por que teria que ser diferente...